Conteúdo de Biologia, ciências e saúde. Células, vírus, método científico, meio ambiente, evolução.Vídeos, músicas, texto e imagens. Sustentabilidade
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Sustentabilidade - Tecnologias Sustentáveis
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
O Beijo e as bactérias
De acordo com cientistas holandeses, um único beijo de 10 segundos pode transferir cerca de 80 milhões de bactérias. Eles monitoraram o comportamento de 21 casais se beijando e descobriram que aqueles que se beijavam nove vezes por dia eram mais propensos a compartilhar bactérias salivares.
Estudos sugerem que a boca é o lar de mais de 700 tipos diferentes de bactérias – mas o relatório revela alguns são trocados mais facilmente do que os outros. A pesquisa foi publicada na revista “Microbiome”.
A equipe da Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada fez uma série de perguntas aos casais para avaliar os seus hábitos de beijo, incluindo a frequência com que se beijaram no último ano e quando foi a última vez que isto aconteceu. Foram recolhidas amostras bacterianas das línguas e saliva dos voluntários antes e depois de um beijos estritamente cronometrado de 10 segundos.
Um dos membros do casal, então, bebia uma bebida probiótica, contendo uma mistura de bactérias de fácil identificação. No segundo beijo do casal, os cientistas foram capazes de detectar o volume de bactérias transferidas para o outro parceiro – em média, 80 milhões de bactérias em um único beijo de 10 segundos.
A mulher que substituiu o sabonete por bactéria e porque o experimento funcionou
Enquanto as bactérias na saliva pareciam mudar rapidamente em resposta a um beijo, as populações na língua permaneciam mais estáveis. “O beijo de língua é um grande exemplo de exposição a um número gigantesco de bactérias em um curto espaço de tempo”, afirma o líder da pesquisa, Remco Kort. “Mas apenas algumas bactérias transferidas em um beijo parecem afixar-se língua. Mais pesquisas devem estudar as propriedades das bactérias e da língua que contribuem para este poder de fixação”.
Segundo o pesquisador, no futuro este tipo de estudo pode ajudar a projetar terapias bacterianas para aqueles que têm problemas com isto.
Museu de micróbios
Os cientistas holandeses trabalharam em colaboração com o museu Micropia, o primeiro museu de micróbios do mundo, com sede em Amsterdam. Em uma exposição recém-inaugurada, os casais são convidados a partilhar um beijo e recebem uma análise instantânea das bactérias que tenham trocado.
Cientistas descobrem superfície que mata automaticamente bactérias
Um número crescente de pesquisadores tem dado atenção ao microbioma – um ecossistema de cerca de 100 trilhões de micro-organismos que vivem em nossos corpos e sobre eles. Os cientistas dizem que essas populações pode ser essenciais para a saúde e prevenção de doenças. [BBC]
Fonte: http://hypescience.com/um-beijo-compartilha-80-milhoes-de-bacterias/
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Vídeos sobre Sistemas
Sistema Nervoso
Sistema Respiratório
Sistema Circulatório - resumo
Sistema digestório
Sistema digestório com áudio - 22 min.
Documentário: Máquina Humana
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sábado, 14 de junho de 2014
Maior fóssil de dinossauro já descoberto é encontrado na Argentina.
Publicado em 21.05.2014
Um agricultor de Chubut, na Argentina, fez uma descoberta incrível cerca de três anos atrás. Enquanto trabalhava em seus campos, ele se deparou com alguns restos de dinossauros fossilizados. Os paleontólogos do Museu de Paleontologia Egidio Feruglio, que fica nas proximidades, escavaram a área e encontraram cerca de 150 ossos incrivelmente bem preservados de sete indivíduos de uma espécie que é provavelmente a maior que já andou na Terra.
Os restos mortais vêm de uma espécie recém-descrita de titanossauro, que são grandes saurópodes herbívoros (aqueles pescoçudos que sempre são os bonzinhos nos desenhos animados). A espécie viveu no final da era Mesozóica, cerca de 95 milhões de anos atrás. Este gigante não será batizado até que os resultados dos estudos sejam publicados em uma revista científica, mas os pesquisadores garantem que vão escolher um nome que preste homenagem à região, ao agricultor e ao tamanho surpreendente do dinossauro.
Se você está se perguntando como um dinossauro pode surpreender cientistas pelo seu tamanho, prepare-se para conhecer as medidas deste bichinho. Estima-se que o dinossauro-ainda-sem-nome tenha surpreendentes 40 metros de comprimento da cabeça à cauda e 20 metros de altura. Uma criatura deste porte provavelmente pesaria cerca de 80 toneladas. Para termos um parâmetro, este peso é mais de onze vezes o do Tiranossauro rex e equivalente a 14 elefantes.
Os pesquisadores estão atualmente comparando esta espécie ao argentinossauro, que é considerado atualmente o maior dinossauro do mundo. No entanto, acredita-se que os argentinossauros pesassem cerca de 7 toneladas, bem menos do que esta nova espécie, e provavelmente será oficialmente destronado como o maior animal terrestre já existente.
Entender o verdadeiro tamanho dos dinossauros é algo sempre aberto para debate quando não há um esqueleto completo. Suposições devem ser feitas sobre o tamanho e a forma dos ossos que estão faltando, com base no que se sabe sobre espécies afins. No entanto, pode haver muito mais pistas que ainda não vieram à tona no local de escavação,
José Luis Carballido, que está liderando a investigação, disse em um comunicado à imprensa que a equipe “ainda está trabalhando neste sítio extraordinário. Estima-se que um quinto do processo de escavação tenha sido concluído, então ainda há muito trabalho a fazer e, provavelmente, muito para descobrir”.
Os pesquisadores também encontraram mais de 60 dentes pertencentes a espécies carnívoras, que provavelmente se alimentaram dos titanossauros mortos. Carballido afirma que este suposto banquete teve um preço bem caro, já que os herbívoros gigantes provavelmente tinham a pele incrivelmente espessa, que teria quebrado os dentes dos carnívoros – estes, porém, cresceriam de volta.
Outros fósseis do sítio arqueológico indicam que quando este dinossauro gigante viveu a paisagem local era muito verde, cheia de flores e árvores. Os titanossauros provavelmente acabaram se reunindo perto de uma fonte de água e podem ter morrido depois de terem ficado presos na lama. [I Fucking Love Science, CNN, International Business Times]
Fonte: http://hypescience.com/maior-fossil-de-dinossauro-ja-descoberto-e-encontrado-na-argentina/
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Vídeos DNA
Olá! Assistam.
http://www.youtube.com/watch?v=vX64TGMdeR8
Vídeo do YouTube explicando a estrutura do DNA. (Assista aos primeiros 5 minutos)
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Vídeo do YouTube explicando sobre os tipos de reproduções
(12 minutos e 10 segundos).
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Vídeo do YouTube explicando sobre o processo de tradução
( 9 minutos e 22 segundos)
Vídeo do YouTube explicando o
processo de transcrição. (5 minutos e 14 segundos)
Vídeo do YouTube explicando (na forma de música e esquemas) sobre o DNA, sua
duplicação e os tipos de RNA
(4 minutos)
Até logo.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Pensar Eco, é lógico!: Biogás pode abastecer mais de 1 milhão de brasilei...
Pensar Eco, é lógico!: Biogás pode abastecer mais de 1 milhão de brasilei...: Energia do lixo pode abastecer 1,5 milhão de brasileiros Um grande potencial energético pode ser encontrado no lixo ...
terça-feira, 5 de março de 2013
Dragões existem!
sexta-feira, 1 de março de 2013
2013
Olá Alunos, sintam-se a vontade!
Mudança de planos! Não faremos mais a redação. Mas inspirem- se para a confecção de uma história em quadrinhos sobre a origem do universo, da terra e da vida.
A origem completa do planeta Terra
Além do Big-bang
Viagem aos limites do universo
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Diversidade da vida
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
EVOLUÇÃO
Os links abaixo são desafios sobre o tema do bimestre. Mãos a obra, alunos do 1°ano!
Sistemática
http://cmota.no.sapo.pt/Hot/5/IDSerVivo/id.htm
obs: os sites estão escritos em português de Portugal, por isso há pequenas diferenças ortográficas, lembre-se de escrever corretamente em suas anotações e na prova. Qualquer dúvida me consulte.
Evolução
http://cmota.no.sapo.pt/Hot/5/IDSerVivo/id.htm
obs: os sites estão escritos em português de Portugal, por isso há pequenas diferenças ortográficas, lembre-se de escrever corretamente em suas anotações e na prova. Qualquer dúvida me consulte.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Biologia na Medida Certa: A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES TE ENCOMODA? CIÊNCIA APRES...
Biologia na Medida Certa: A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES TE ENCOMODA? CIÊNCIA APRES...: Evolução das Espécies? Para muitos essa teoria soa como um sacrilégio. A ciência avança e fica cada vez mais difícil negar que nós, sere...
segunda-feira, 11 de junho de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Olá alunos do Janir. Deixem seus comentários e sugestões.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Bem vindos, alunos do 1° ano 2012.
Deêm uma olhadinha no site e escrevam sugestões de temas, para tratarmos aqui.
Até sexta.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Usando a física para desentupir o vaso sanitário.
Como desentupir a privada
A privada entupiu? Saiba aqui alguns métodos eficientes para desentupir o vaso sanitário.(Eu usei o primeiro método, mas simplesmente sentei de pernas cruzadas sobre a tampa e funcionou na hora!!!)a.Subir na privada
Como fazer
1) Abra a tampa da privada (só a tamba de cima, deixe o assento abaixado)
2) Cubra o assento com um saco de lixo e jornal velho ou apenas com uma grossa camada de jornal velho de forma a tampar totalmente o assento.
3) Feche a tampa e fique de pé sobre a privada de forma a vedar completamente a entrada de ar.
4) Aperte/puxe a descarga.
Quando você dá a descarga, parte do ar que está dentro da privada normalmente sai por cima. Como essa abertura estará vedada, o ar, juntamente com a água da descarga sairá pelo cano da privada, empurrando seja lá o que estiver trancando. A pressão exercida pelo ar e a água da privada é bem forte. Esse é um dos métodos mais eficientes e simples de se desentupir uma privada.
2. Água quente
O método número 2 é jogar água quente na privada até ela desentupir. Geralmente é eficiente, mas pode demorar a fazer efeito.
3. Desentupidor de privada
Não gosto muito desse método por exigir um pouco de força do operador e também porque até hoje não me empolguei de comprar esse trambolho (o desentupidor de privada).
Posicione o desentupidor de forma a vedar a saída da privada. Pressione e puxe. Aperte a descarga para verificar se deu certo. Repita a operação.
4. Soda cáustica
Bastante eficiente: jogue um pouco de soda cáustica na privada e pressione a descarga.
5. Coca-cola
Não é todo mundo que tem soda cáustica em casa, então a coca-cola resolve. Joque uma garrafa inteira na privada. Esse método também ajuda a prevenir a celulite. heheh
Labels: reparos
sexta-feira, 22 de julho de 2011
CSI, INVESTIGAÇÃO CRIMINAL NA VIDA REAL
Quer saber o que as aulas de biologia tem com isso?
Clique aqui
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Desenvolvimento sustentável: preservação e conservação
Existem dois conceitos muito utilizados na área ambiental e diretamente relacionados com os pressupostos do desenvolvimento sustentável: preservação e conservação; são conceitos distintos, mas erroneamente muitas vezes são utilizados com o mesmo significado.
- Conservação implica em uso racional de um recurso qualquer, ou seja, em adotar um manejo de forma a obter rendimentos garantindo a auto-sustentação do meio ambiente explorado.
- Já preservação apresenta um sentido mais restrito, significando a ação de apenas proteger um ecossistema ou recurso natural de dano ou degradação, ou seja, não utilizá-lo, mesmo que racionalmente e de modo planejado.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O Clima sempre em mudança...
Então vamos pensar um pouco.
Será que as mudanças climáticas são mesmo causadas pelas recentes emissões de gás carbônico e metano das últimas décadas?
Será que existem fortes fatores econômicos ou políticos orientando os posicionamentos de cientistas?
Será que estamos próximos de uma nova glaciação?
A antártida está derretendo?
As mudanças que estamos vivenciando são globais ou locais?
Podemos refletir sobre esses e outros assuntos com esses vídeos.
E então o que acha?
Fonte: Entrevista ao climatologista Luiz Carlos Molion transmitida pelo programa Canal Livre da Band
Será que as mudanças climáticas são mesmo causadas pelas recentes emissões de gás carbônico e metano das últimas décadas?
Será que existem fortes fatores econômicos ou políticos orientando os posicionamentos de cientistas?
Será que estamos próximos de uma nova glaciação?
A antártida está derretendo?
As mudanças que estamos vivenciando são globais ou locais?
Podemos refletir sobre esses e outros assuntos com esses vídeos.
E então o que acha?
Fonte: Entrevista ao climatologista Luiz Carlos Molion transmitida pelo programa Canal Livre da Band
Marcadores:
Aquecimento Global,
Conservação ambiental,
Efeitos de crescimento populacional nas grandes cidades,
Resfriamento Global
terça-feira, 3 de maio de 2011
Os Derrames Cerebrais - Agora existe um 4º indicador : A língua
Derrame: memorize as três primeiras letras... S.T.R.
Só leva um instante ler isto...
Disse um neurologista que se levarem uma vítima de derrame dentro das primeiras três horas, ele pode reverter totalmente os efeitos do derrame. Ele disse que o segredo é reconhecer o derrame, diagnosticá-lo e receber o tratamento médico correspondente dentro das três horas seguintes, o que é difícil.
RECONHECENDO UM DERRAME
Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar. Infelizmente, nossa falta de atenção, torna-se desastrosa. A vítima do derrame pode sofrer severa consequência cerebral quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.
Agora, os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:
S* (S mile) Peça-lhe que SORRIA .
T* (Talk) Peça-lhe que FALEou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com coerência)
(ex : Hoje o dia está ensolarado)
R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.
Se ele ou ela têm algum problema em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas, ou vão rápido à clínica ou hospital.
Novo Sinal de derrame - Ponha a língua fora.
NOTA: Outro sinal de derrame é este:
Peça à pessoa que ponha a língua para fora.. Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou por outro, é também sinal de derrame.
Só leva um instante ler isto...
Disse um neurologista que se levarem uma vítima de derrame dentro das primeiras três horas, ele pode reverter totalmente os efeitos do derrame. Ele disse que o segredo é reconhecer o derrame, diagnosticá-lo e receber o tratamento médico correspondente dentro das três horas seguintes, o que é difícil.
RECONHECENDO UM DERRAME
Muitas vezes, os sintomas de um derrame são difíceis de identificar. Infelizmente, nossa falta de atenção, torna-se desastrosa. A vítima do derrame pode sofrer severa consequência cerebral quando as pessoas que o presenciaram falham em reconhecer os sintomas de um derrame.
Agora, os médicos dizem que uma testemunha qualquer pode reconhecer um derrame fazendo à vítima estas três simples preguntas:
S* (S mile) Peça-lhe que SORRIA .
T* (Talk) Peça-lhe que FALEou APENAS DIGA UMA FRASE SIMPLES. (com coerência)
(ex : Hoje o dia está ensolarado)
R* (Rise your arms) Peça-lhe que levante AMBOS OS BRAÇOS.
Se ele ou ela têm algum problema em realizar QUALQUER destas tarefas, chame a emergência imediatamente e descreva-lhe os sintomas, ou vão rápido à clínica ou hospital.
Novo Sinal de derrame - Ponha a língua fora.
NOTA: Outro sinal de derrame é este:
Peça à pessoa que ponha a língua para fora.. Se a língua estiver torcida e sair por um lado ou por outro, é também sinal de derrame.
Verdadeiro até aqui, quanto ao final da mensagem leiam primeiro a transcrição:
Um cardiologista disse que qualquer pessoa que reenvie este e-mail a pelo menos 10 pessoas, pode apostar que salvará pelo menos uma vida ...
Não o considere uma corrente, mas sim, algo que todos devemos saber.sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Não é preciso ser um cientista para poder empregar o método científico


É comum ouvirmos falar sobre método científico. Alunos aprendem a respeito nas aulas de ciências e o empregam em competições de pesquisa. Anunciantes o utilizam para sustentar alegações sobre produtos. Hollywood também o retrata mostrando cientistas usando jalecos e equipados com pranchetas, posicionados diante de microscópios e recipientes repletos de líquidos borbulhantes.
Então, por que o método científico continua a ser um mistério para tanta gente? Um dos motivos talvez seja o nome. A palavra "método" sugere uma espécie de fórmula secreta, disponível apenas para cientistas altamente treinados, mas isso não procede. O método científico é algo que todos nós podemos usar a qualquer momento. De fato, adotar algumas das atividades básicas do método científico - ser curioso, fazer perguntas, procurar respostas - é algo natural em todo ser humano.
Neste artigo, desmistificaremos o método científico, reduzindo-o a suas partes componentes.
Exploraremos a maneira pela qual ele pode resolver problemas cotidianos, mas também explicaremos porque ele é tão fundamental para as ciências físicas e naturais. Também examinaremos alguns exemplos de como o método foi aplicado para fazer descobertas históricas e fornecer sustentação a teorias inovadoras. Mas começaremos por uma definição básica.
Se pedirmos a um grupo de pessoas para definir "ciência", receberemos muitas respostas diferentes. Infelizmente, a maioria dos dicionários não esclarece muito o assunto. Eis uma definição comum:
Ciência é a atividade intelectual e prática que abarca a estrutura e o comportamento do mundo físico e do natural, por meio da observação e da experimentação [fonte: Oxford American Dictionary].Parece difícil, certo? Não se dividirmos essa definição pomposa em partes. Ao fazê-lo, teremos realizado duas coisas: primeiro, sustentaremos o argumento de que a ciência não é misteriosa, ou inatingível; segundo, demonstraremos que o método científico e a ciência são idênticos.
Para oferecer uma nova prova de que não existe um método único de "fazer" ciência, diferentes fontes descrevem as etapas do método científico de maneiras diversas. Algumas delas mencionam três etapas, outras apenas duas. Em termos fundamentais, porém, elas incorporam os mesmos conceitos e princípios.
I |
Etapa 1: Observação
Quase todas as investigações científicas começam por uma observação que desperta a curiosidade ou suscita uma questão. Por exemplo, quando Charles Darwin (1809-1882) visitou as Ilhas Galápagos (localizadas no Oceano Pacífico, a 950 km a oeste do Equador), ele observou diversas espécies de tentilhões, cada qual adaptado de maneira única a um habitat específico. Os bicos dos tentilhões, em especial, apresentavam largas variações e pareciam desempenhar papel importante na maneira pela qual o animal obtinha alimento. Os pássaros cativaram Darwin. Ele queria compreender as forças que permitiam que tantas variedades diferentes coexistissem com sucesso em uma área geográfica pequena. Suas observações o levaram a formular uma pergunta que poderia ser submetida a teste.
Etapa 2: Formulação da pergunta
O propósito da pergunta é estreitar o foco da investigação e identificar o problema em termos específicos. A pergunta que Darwin poderia ter feito, depois de ver tantos tentilhões diferentes, talvez fosse expressa assim: o que causou a diversificação dos tentilhões das ilhas Galápagos?
Eis algumas outras questões científicas:
- o que faz com que as raízes de uma planta cresçam para baixo e o seu caule cresça para cima?
- que marca de desinfetante bucal mata mais germes?
- que forma de carroceria de automóvel reduz com mais eficiência a resistência do ar?
- o que causa descoloração nos corais?
- o chá verde reduz os efeitos da oxidação?
- que tipo de material de construção absorve mais som?
Etapa 3: Formulação da hipótese
Perguntas anseiam por respostas e o próximo passo no método científico é sugerir uma possível resposta em forma de hipótese. Uma hipótese é, muitas vezes definida, como um palpite informado porque quase sempre se baseia nas informações que você dispõe sobre um tópico. Por exemplo, se você desejasse estudar o problema relacionado à resistência do ar, poderia já ter a sensação intuitiva de que um carro em forma de pássaro poderia enfrentar menos resistência do ar do que um carro em forma de caixa. Essa intuição pode ser usada para ajudar a formular uma hipótese.
Em termos gerais, uma hipótese é expressa na forma de uma declaração "se... então". Ao fazer uma declaração como essa, os cientistas estão praticando o raciocínio dedutivo, que é o oposto do raciocínio indutivo. A dedução, na lógica, requer movimento do geral para o específico. Eis um exemplo: se o perfil da carroceria de um carro se relaciona à resistência do ar que ele encontra - declaração geral - então um carro em forma de pássaro será mais aerodinâmico do que um carro em forma de caixa - declaração específica.
Perceba que existem duas qualidades importantes quanto a uma hipótese expressa em formato "se... então". A primeira é que ela é passível de teste e é possível organizar uma experiência que teste a validade dessa declaração. A segunda é que ela pode ser contestada, ou seja, seria possível desenvolver uma experiência que revele que tal idéia não procede. Caso essas duas qualificações não sejam atendidas, a questão não poderá ser tratada por meio do método científico.
Etapa 4: Experiência controlada
Muitas pessoas pensam em uma experiência como algo que acontece em um laboratório. Mas as experiências não necessariamente envolvem as bancadas de um laboratório ou tubos de ensaio. No entanto, elas precisam ser montadas de forma a testar uma hipótese específica e precisam ser controladas. Controlar uma experiência significa controlar todas as variáveis, de modo que apenas uma esteja aberta a estudo. A variável independente é a variável controlada e manipulada pelo responsável pela experiência, enquanto a variável dependente não o é. À medida que a variável independente é manipulada, a variável dependente é mensurada em busca de variações. No exemplo sobre o carro, a variável independente é a forma da carroceria. A variável dependente - aquilo que medimos para determinar o efeito do perfil do carro - pode ser a velocidade, o consumo de combustível ou uma medição direta da pressão de ar exercida sobre o carro.
Agora considere o exemplo sobre a resistência do ar. Se desejarmos conduzir a experiência, precisaríamos de ao menos dois carros - um de forma mais esbelta, semelhante à do corpo de um pássaro, e o outro em forma de caixa. O primeiro modelo seria o grupo experimental e o segundo o grupo de controle. Todas as demais variáveis - o peso dos carros, os pneus e até mesmo a pintura - teriam de ser idênticas. A pista de teste e as condições que a afetam teriam de ser controladas ao máximo.
Etapa 5: Analise os dados e conclusão
Durante uma experiência, os cientistas reúnem dados quantitativos e qualitativos. Em meio a essas informações, se eles tiverem sorte, estão indícios que podem ajudar a sustentar ou a rejeitar uma hipótese. O volume de análise necessário para chegar a uma conclusão pode variar amplamente. Como a experiência de Pasteur dependia de observações qualitativas sobre a aparência do caldo, a análise era bem simples. Ocasionalmente, é preciso usar ferramentas analíticas sofisticadas para analisar os dados. De qualquer forma, o objetivo final é provar ou negar uma hipótese e, ao fazê-lo, responder à pergunta original.
Lembre-se de que esta é uma metodologia idealizada. Os cientistas não carregam uma lista dessas cinco etapas. O progresso é bastante fluido e aberto à interpretação. Um cientista pode passar boa parte de sua carreira na etapa de observação. Outro pode trabalhar sem que nunca dedique muito tempo a conceber e a conduzir experiências. Darwin passou quase 20 anos analisando os dados que recolheu antes de agir em relação a eles. Na verdade, boa parte do trabalho de Darwin foi puramente intelectual, como se ele estivesse tentando montar um grande quebra-cabeças. E, no entanto, ninguém argumentaria que sua teoria da seleção natural é menos valiosa ou menos científica, porque ele não seguiu rigorosamente o processo das cinco etapas.
Também seria apropriado mencionar uma vez mais que esse método não está reservado a cientistas altamente treinados. Qualquer pessoa que tente solucionar um problema pode empregá-lo. Para ilustrar o ponto, considere o seguinte exemplo: você está indo a uma loja quando seu carro apresenta superaquecimento. No caso, o problema revelado pela observação (uma luz de alerta de temperatura) que lança à investigação se torna claro imediatamente. Mas o que estaria causando o superaquecimento? Uma hipótese poderia ser um defeito no termostato. Outra envolveria o radiador. Uma terceira seria que a correia do ventilador poderia ter se partido.
A solução mais simples, muitas vezes, representa o melhor ponto de partida. O mais fácil a fazer, nesse caso, é verificar a condição da correia do ventilador. Caso você descubra que ela está mesmo partida, há motivos para acreditar que seja essa a causa do superaquecimento. No entanto, ainda é necessário um teste para confirmar. O teste, no caso, envolveria substituir a correia e ligar o motor para ver se o carro se superaquece. Caso isso não aconteça, você pode aceitar a hipótese relacionada à correia do ventilador. Mas se a correia não estiver partida, ou se sua substituição não impedir o superaquecimento do carro, a hipótese terá de ser revista.
Talvez você tenha percebido que o exemplo oferecido não contém uma hipótese em forma "se... então". Também pode ter percebido que não inclui grupo experimental e grupo de controle. Isso se deve ao fato de que problemas cotidianos não requerem esse tipo de formalidade. Mas requerem uma abordagem lógica e uma progressão de pensamento que resulte em uma hipótese passível de teste.
Assim, se qualquer um pode usar o método científico, por que ele desenvolveu conexão tão forte com ramos como a biologia, física e química? Porque os pesquisadores aplicam o método científico com um rigor que os não cientistas não utilizam. Estudaremos os motivos na próxima seção.
Importância do Método Científico
O método científico tenta minimizar a influência da parcialidade que o responsável pela experiência possa apresentar. Até mesmo o mais bem intencionado dos cientistas pode ser parcial. Isso resulta de crenças pessoais, bem como de crenças culturais, o que significa que qualquer ser humano filtra as informações com base em suas próprias experiências. Infelizmente, esse processo de filtragem pode fazer com que um cientista prefira um resultado a outro. Para alguém que esteja tentando resolver um problema doméstico, ceder a essa parcialidade não é uma questão séria. Mas na comunidade científica, onde resultados têm de ser revisados e reproduzidos, a parcialidade precisa ser evitada a todo custo.Essa é a função do método científico, que oferece uma abordagem objetiva e padronizada para a condução de experiências e melhora os resultados obtidos. Ao empregar uma abordagem padronizada nas investigações, os cientistas podem se sentir confiantes de estarem aderindo aos fatos e limitando a influência de idéias pessoais e preconcebidas. Mas, mesmo com uma metodologia rigorosa em ação, alguns cientistas ainda cometem erros. Por exemplo, podem considerar que uma hipótese representa a explicação de um fenômeno sem realizar testes que confirmem a suposição. Ou podem deixar de registrar com precisão certos erros, como erros de mensuração. Ou podem ignorar dados que não apóiem suas hipóteses.
Hulton Archive/Getty Images Gregor Johann Mendel, cujo trabalho estabeleceu as bases para o estudo da genética |
Na maior parte do tempo, porém, o método científico funciona, e funciona bem. Quando uma hipótese ou grupo de hipóteses correlatas recebe confirmação por meio de testes experimentais repetidos, o resultado pode se tornar uma teoria. Teorias têm escopo muito mais amplo do que hipóteses e oferecem imenso poder de previsão. A teoria da relatividade, por exemplo, previu a existência de buracos negros muito antes que existissem provas capazes de sustentar a idéia. Deve-se ressaltar, no entanto, que um dos objetivos da ciência não é só confirmar teorias, mas refutá-las. Quando isso acontece, uma teoria precisa ser modificada ou descartada de todo.
Limitações do Método Científico
O método científico é comprovadamente uma ferramenta poderosa, mas tem suas limitações. Essas limitações se baseiam no fato de que uma hipótese precisa ser passível de teste e de refutação, e que experiências e observações precisam ser passíveis de repetição. Isso coloca certos tópicos além do alcance do método científico. Por exemplo, a ciência não pode provar ou refutar a existência de Deus ou de qualquer outra entidade sobrenatural.Fonte: Adaptado de: http://ciencia.hsw.uol.com.br/metodos-cientificos.htm em 14/01/2011, 22:15
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